Balé da Cidade encena ‘A Sagração da Primavera’ no Municipal
Temditudo - 05/09/2018

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Para comemorar seus 50 anos de trajetória, o Balé da Cidade de São Paulo apresenta sua releitura para o clássico “A Sagração da Primavera”, do compositor russo Igor Stravinsky (1882-1971), obra que revolucionou a história da dança e da música e que completa 105 anos de existência. O espetáculo fica em cartaz no Theatro Municipal, entre 15 e 22 de setembro (exceto no dia 20).

As apresentações acontecem de terça a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h, com duração de 60 minutos e classificação de 14 anos. Os ingressos custam entre R$12 e R$80, em diferentes setores do teatro.

Com direção de Ismael Ivo, o espetáculo conta a história de uma garota escolhida para ser sacrificada em oferenda para a uma divindade pagã da primavera. Ela deve dar sua vida durante um ritual em troca de uma colheita proveitosa para seu povo.

A releitura do Balé da Cidade apresenta essa luta pela sobrevivência dentro de um campo de batalha, com a proposta de questionar a existência humana e os parâmetros entre as fronteiras da vida e da morte. A montagem também inova ao trazer à tona uma discussão sobre questões ambientais.

Em cena, uma chuva de pétalas rosa acontece em vários momentos do espetáculo. Já a coreografia faz referência ao primitivo e ao sensual, embalada pela música atonal e tribal de Stravinsky, interpretada pela Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Roberto Minczuk.

Estreado pela primeira vez em 1913, o balé “A Sagração da Primavera” revolucionou as estéticas da música e da dança do século 20, marcando o início do Modernismo nessas linguagens. O clássico teve uma polêmica estreia no Théâtre des Champs-Elysé, em Paris, porque desafiava as convenções da época com uma composição ritmicamente complexa e uma coreografia provocante, esta última assinada pelo bailarino russo Vaslav Nijinsky. (1889-1950).

Criado em 7 de fevereiro de 1968, o Balé da Cidade de São Paulo assumiu inicialmente o nome de Corpo de Baile Municipal, sob direção artística de Johnny Frankin. Nessa época, a companhia tinha a proposta de acompanhar as óperas do Theatro Municipal e apresentar apenas obras do repertório clássico.

Apenas em 1974, sob a direção de Antonio Carlos Cardoso, o coletivo passou a trabalhar a estética da dança contemporânea, que desenvolve até hoje. A qualidade artística do núcleo é reconhecida dentro e fora do país. Desde a Bienal de Dança de Lyon, na França, em 1996, as turnês europeias do Balé da Cidade são aclamadas pela crítica e pelo público.

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